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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Matriz Curricular do Estado



Como já de conhecimento da maioria, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná planeja a mudança de Matriz Curricular no estado. O principal prejuízo ocorreria na disciplina de Inglês que teria sua carga horária reduzida. Assim, foi montado um abaixo-assinado on-line como reivindicação por parte da comunidade.

Segue o link para assinatura do abaixo-assinado.

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=APLIEPAR

Sugestão de notícia do presidente do CA Cristiano Bueno.


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Anderson Spier Gomes
Diretor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR
Chapa GerAtiva

domingo, 25 de novembro de 2012

Mobilizações para o dia 27/11



Devido às atuais mobilizações estudantis e políticas acontecidas na UTF, repassamos as informações:

"Prezados representantes de Centros Acadêmicos e demais entidades discentes,

Nesta terça-feira, dia 27, a Seção Sindical dos Técnico-Administrativos da UTFPR promoverá no câmpus Curitiba as atividades abaixo descritas:


Às 9h40:
Coffee-break para os servidores técnico-administrativos de Curitiba no rol Nilo Peçanha, no primeiro andar do bloco J. Discutiremos brevemente aspectos relacionados ao processo nº 03/2012, do COUNI, que será apreciado em reunião extraordinária deste Conselho às 15h deste dia. 
(Essa atividade contará com a participação de representantes de Centros Acadêmicos, do GECEL, do DCE, da SINUTEF-PR, do SINDITEST-PR e do SINDUTF-PR, além de membros do COUNI e da Comissão Comunitária de Acompanhamento do Câmpus Curitiba. Por gentileza, indiquem um representante do seu Centro Acadêmico para representá-lo!)

Às 14h:
Reunião no Auditório do câmpus para dar informes sobre o processo de flexibilização da jornada de trabalho para 30h semanais. 

Às 15h:
Tão logo encerremos o debate acima, ainda no Auditório, transmitiremos a reunião do COUNI que discutirá a manutenção/extinção do câmpus Curitiba. Estudantes, técnicos e professores estão convidados para assisti-la juntos!

Vamos construir juntos esse momento da Universidade!"

*Mensagem recebida pelo Centro Acadêmico

Divulgação: Nabylla Fiori - Secretária


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Anderson Spier Gomes
Diretor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR
Chapa GerAtiva

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eleições do CALET - 31/10



Estamos vivendo um momento de exercício de nossos deveres enquanto alunos para podermos votar para a nova gestão do Centro Acadêmico de Letras - Calet. Mais do que um dever, é uma oportunidade de inteirar-se ainda mais das estruturas que possuímos para garantir nossos direitos.

Na última assembleia geral do curso, 18/10/2012, foi instituída a Comissão Eleitoral, sendo a Mariana Marino presidente da mesma e contando com o apoio de Pamela Zibe Manosso, Renata Morales Diaz e Suellen Breda também na comissão. A data para inscrição de chapas encerrou à meia-noite do dia 23/10/2012 e as divulgações devem se iniciar assim que a Comissão Eleitoral verificar a legalidade das inscrições das chapas. As divulgações em si perdurarão até o dia 30/10/2012, sendo que as eleições ocorrerão no dia 31/10/2012, no qual é vedado qualquer tipo de propaganda. 

Fiquemos atentos para tudo isso e ajudemos na promoção das datas e na conscientização de todos os alunos do curso para as eleições. 


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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Câmpus Sede? Câmpus Curitiba?

Agora é Câmpus Sede ou Câmpus Curitiba? O que de fato aconteceu? Como já dito neste blog anteriormente, está havendo mudanças no quadro administrativo (leia a matéria anterior clicando aqui). Ontem à noite, entretanto, uma nova ação ocorreu.

Foi noticiado pelo site do sindicato dos professores da UTFPR, SINDUTF-PR, que a juíza Tania Maria Wurster, da 1ª Vara Federal de Curitiba, determinou a prorrogação imediata do cargo de Diretor Geral do Câmpus Curitiba, na pessoa do professor Marcos Flávio de Oliveira Schiefler Filho. De acordo com o entendimento da juíza, o ato tomado pela reitoria fere o regimento, ignorando também o estatuto da universidade. A atitude de mudança do câmpus deveria acontecer com a reunião do Conselho Universitário, o qual criou o câmpus com os previstos 2/3 dos membros. As ilegalidades da existência do câmpus no mesmo local que a sede administrativa que a reitoria disse ter visto para a extinção, são, para a juíza, incondizentes com a atitude da reitoria. 

Vale lembrar que no próximo dia 28/09, a partir das 8h no auditório principal da UT, teremos uma Assembleia Conjunta, que contará com professores, técnicos administrativos e alunos. O motivo principal de tal reunião é a discussão de pauta local, principalmente no que concerne ao Câmpus Curitiba e a atual gestão do mesmo. Com essa novidade, teremos muito mais coisas a discutir. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ex-câmpus Curitiba agora é Câmpus Sede (atualizado)

O que se sabe até agora sobre o assunto é pouco. Para quem está por fora do assunto, já vem sido cogitado há um tempo a mudança do nome do Câmpus Curitiba para Câmpus Sede ou Câmpus Sede-Reitoria. Todavia, hoje pela manhã, no site da UTFPR em que havia os links dos câmpus, já não mais aparece o antigo "Câmpus Curitiba" e sim "Câmpus Sede", indicando as mudanças político-administrativas que a nossa universidade vem passando.

A princípio, é apenas o nome que muda da Universidade, embora o professor Marcos Flávio de Oliveira Schifler Filho tenha postado na sua página do Facebook um memorando do reitor. No documento, o reitor transfere as incumbências do Câmpus Curitiba exercidas na pessoa do Diretor Geral, para as instâncias da reitoria. Não sabemos de fato todas as mudanças que ocorrerão, pois não foi anunciado em momento algum tais mudanças. Sempre que se tratou delas, foi-se negado tal intuito. 

É sabido, entretanto, que os professores em greve já vinham discutindo tal possibilidade de extinção do câmpus durante as assembleias da categoria em greve que acabou se realizando na data de hoje pela retirada da figura do diretor-geral do câmpus. Era um dos pontos da pauta na última assembleia levantada a ser discutida na próxima, que ocorrerá no dia 06 de setembro, em termos de pauta local. O tópico houvera sido nomeado "Câmpus Curitiba", e será discutido na próxima assembleia. Não sabemos, como foi dito, quais serão os caminhos daqui para frente.

Uma possibilidade é a reorganização das hierarquias de poder hoje na UT. É isso que está sendo indicado no momento em que o reitor traz para si as responsabilidades do antigo câmpus Curitiba. Há poucas informações no site da UTFPR, sendo que o que ocorreu de fato foi uma caneta de exercimento de poder por parte do reitor. De acordo com nota no site da UT, o reitor estaria respaldado por órgãos como a Procuradoria Jurídica (PROJU) da própria instituição, e pelo MEC. O que não ocorreu, todavia, foi a consulta à comunidade acadêmica quanto a tal reestruturação, tendo em vista estarmos em greve. 

Vejamos quais serão os próximos passos, e manteremos as informações atualizadas no blog do CALET.

Página do site mencionada na matéria: http://bit.ly/RB4Ccq

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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Mercadante fala sobre a educação inclusiva



Em época de greve na rede superior de ensino, o ministro da educação, Aloízio Mercadante dá uma coletiva neste dia 31 de maio em que aborda o assunto da educação inclusiva. A educação precisa ser vista não de maneira isolada, porém como uma política pública. Com dados um tanto quanto duvidosos, Mercadante faz afirmações das quais podemos duvidar.

Uma das afirmações do ministro foi que “O Brasil tem que ter 100% das crianças e jovens com deficiência na escola. A escola de atendimento especial é um direito, sim, mas para ser exercido de forma complementar e não excludente”. Percebe-se que é uma benéfica distinção entre escola regular e escola especial, uma não anulando a outra, entretanto, até que ponto isso é realmente bom? É sabido que há não muito tempo, houve o interesse de fechar as escolas especiais ou com atendimento especializado, deixando a encargo das escolas regulares toda a responsabilidade pelos alunos ditos inclusos. Agora o discurso é trazido com ambiguidade, e quem garante que este não seja o primeiro passo, ou seja, primeiro se colocam as crianças 'inclusas' com atendimento também especializado em outra instituição, para depois deixá-las apenas no ensino regular?

As escolas regulares estão sendo munidas com alguns materiais, normalmente distribuídos em forma de cartilha, os quais explicam de forma superficial como tratar certas necessidades especiais. Estes materiais não suprem, em hipótese alguma, a inclusão ou integração na escola. O dado trazido por Mercadante de haver 78% dos professores com curso em educação é de muito duvidoso, pois não se precisa ir longe para ver que esta formação de fato não existe.

A primeira distinção que necessitaria ser feita é com a relação legal, estabelecida por diretrizes e leis, que diferenciam inclusão de integração. O projeto do governo, por mais que leve o nome de inclusivo, trata as necessidades específicas como padronizadas, e acaba por integrar os alunos, ou seja, não presta uma assistência especializada para o aluno. Ao falar da acessibilidade nas escolas, Mercadante diz serem ao todo 22% das escolas acessíveis. Muitas vezes vemos o tratamento dado à acessibilidade como sendo apenas a física, ou seja, instalação de rampas e adaptação de banheiros para cadeirantes. A discussão de acessibilidade vai muito além destes detalhes, que apesarem de serem importantes, não findam a questão. Precisa-se pensar em alunos especiais de uma maneira mais ampliada. Alunos surdos, por exemplo, teriam acessibilidade se todos os funcionários da escola fossem bilíngues, ou seja, usuários de língua de sinais. Alunos com altas habilidades, por outro lado, se os funcionários soubessem como tratar com cada tipo de alta habilidade. Não se pode fazer um pacote e denominá-lo "Educação Inclusiva" e assim aplicá-lo em todas as escolas, muito pelo contrário. As necessidades específicas diferenciam-se demais em tipos, níveis e modos de tratamento.

Há certos tipos de necessidades específicas que necessitam, por exemplo, de um acompanhamento especializado, clínico propriamente dito. Não se tem, na maioria das vezes, um diagnóstico clínico claro desses alunos para um acompanhamento psico-pedagógico eficaz, quiçá preparo por parte dos profissionais da educação. Colocar mais este encargo nas costas dos professores é mais um amadorismo por parte do governo, que está tratando a educação de maneira secundária. Na verdade, infelizmente se entende isso, pois não interessante a um governo sem estrutura uma sociedade pensante, e deixar exatamente a classe dos professores desarticulada é uma ótima estratégia para que isto permaneça sempre assim, uma sociedade que tendo pão para comer e futebol para aplaudir, sente-se satisfeita. 

Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17814:ministro-defende-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-em-classes-regulares&catid=372&Itemid=86

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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Greve é noticiada no Jornal Nacional



Por dois dias seguidos o jornal de maior repercussão brasileira, o Jornal Nacional, JN, da Rede Globo, noticiou sobre a greve dos professores na rede federal de ensino. Dia 22/05 eles deram apenas um informe de serem 40 instituições de ensino federal a estarem em greve. Ontem, entretanto, a matéria foi um pouco maior. 

O cenário mostrado pelo jornal foi de revolta por parte dos alunos que desejam aula, embora sejam solidários aos motivos da greve dos professores. O fim da matéria, assim como a abordagem dela num todo, foi, obviamente, tendencioso ao mostrar a fala do ministro Aloizio Mercadante. O ministro disse que a greve dos professores foi precipitada e sem motivos, pois, de acordo com ele, o governo está negociando e cumprindo o acordo com as bases sindicais.

Um dos motivos da greve, entretanto, é exatamente o descumprimento do acordo fixado ano passado entre o governo e a classe dos professores, fato inclusive já noticiado anteriormente em matéria neste blog. Este ponto não foi colocado em discussão na matéria do JN. De acordo com a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), Marina Barbosa, as negociações vêm sendo discutidas desde 2010 com o governo, sendo que em agosto do ano passado, em medida emergencial, foi assinado o acordo que foi descumprido esse ano, tendo em vista que o acordo deveria ter sido cumprido até o final de março de 2011. 

O que o governo alega ter atendido não foi uma estruturação de carreira, como houvera prometido. O aumento de 4% veio no caráter de medida provisória, o que não garante a efetivação do acordo. Certamente o foco da greve acabou mudando, pois agora temos um desrespeito com os professores, que são colocados como precipitados e, até mesmo, mentirosos, sendo que o governo é quem descumpriu suas partes no acordo e ainda coloca a responsabilidade nos ombros do movimento grevista. Não teríamos este cenário caótico se a ampliação da rede de universidades federais, obviamente o fator atenuante de toda problemática da rede de ensino superior federal, tivesse sido realmente estruturada, e não apenas visando a multiplicação de números de vagas sem a base necessária, como espaço físico, professores, apoio administrativo etc.

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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Assembleia Geral dos Estudantes da UTFPR 16/05



A presença do Centro Acadêmico de Letras se fez através de duas diretorias na Assembleia Geral dos Estudantes da UTFPR, ocorrida na última quarta-feira, dia 16 de maio. As diretorias de Assuntos Acadêmicos, Alessandra Zanello, e Movimento Estudantil, Cristiano Bueno, além de participarem da reunião, estarão nos Grupos de Trabalho, GTs, criados durante a Assembleia e que serão explicados brevemente nesta matéria.

Primeiramente na reunião, foi dada a fala ao professor Ivo, presidente do sindicato dos professores, SINDUTF-PR, quem explicou os motivos da greve já expostos anteriormente aqui no blog. O professor Daniel do DAELT também falou aos estudantes que estavam reunidos, sendo que a fala de ambos culminou na vontade de os alunos apoiarem a greve, além de pressionarem os professores que ainda não tenham aderido a ela para que o façam. 

A principal decisão deliberada na Assembleia foi a da paralisação dos estudantes. Isto significa que, os estudantes enquanto grupo, se tornaram solidários aos motivos da greve dos docentes, e decidiram por paralisarem. Houve o questionamento, durante a reunião, se esta seria uma paralisação de mera ausência na universidade, ou de real mobilização e conscientização dos estudantes. Os representantes do DCE asseguraram que haverá, durante a paralisação, forte movimentação na UT, além da tentativa de conscientização de todos os estudantes quantos aos motivos tanto da paralisação dos alunos quanto da greve dos professores.

Os GTs criados foram: Assistência Estudantil, Democracia na Universidade, Movimento Estudantil e Gênero e Raça. No primeiro GT encontram-se reivindicações como Casa do Estudante UTFPR, Melhoria Imediata do RU etc, e temos a nossa diretora de Assuntos Acadêmicos como membro. No GT de Movimento Estudantil temos o nosso diretor Cristiano Bueno, que é da mesma área na diretoria do CA, sendo que neste GT um dos tópicos é a Comissão de Paralisação. Já no GT de Gênero e Raça, ainda que não tenhamos ninguém da diretoria, a aluna do nosso curso, Nabylla Fiori está presente nas discussões e já entramos em contato com ela para que nos mantenha informados sobre as discussões que se concentram nos tópicos de Fomentação de Debate de Raça e Gênero. O GT de Democracia na Universidade foi o único que ficou sem representação, mas há a possibilidade de participação a quem se interessar, basta procurar informações no perfil de facebook do DCE para ver como participar. Este GT discutirá questões como Paridade nas Eleições Internas, Espaço Físico para Entidades de Base etc. e caso tenhamos alguém do curso, pedimos para que entre em contato com o CA para nos manter informados. 

Estaremos sempre trazendo informações com relação a essas reuniões estudantis bem como das reuniões dos professores. Caso tenham qualquer dúvida, entrem em contato com o Centro Acadêmico de Letras pelo Facebook ou pelo nosso email, caletutfprcuritiba@gmail.com

Agradecemos à Alessandra Zanello pelas informações prestadas à Assessoria para que a matéria pudesse ser montada. 


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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Greve Deflagrada!


A Assembleia de hoje, dia 14/05, ocorrida no miniauditório da UTFPR às 15h30min, teve presença de mais de 80 professores sindicalizados ou não. Todos se reuniram com um motivo em comum: a greve. Destes, mais de 60 deliberaram por iniciar a greve a partir do dia 17/05, quinta-feira próxima, com finalização indeterminada. 

O principal motivo de reivindicação da greve é o não cumprimento do acordo realizado em agosto de 2011 entre o sindicato nacional dos professores e o governo. O acordo previa um aumento de 4% à categoria e, ainda, acréscimo de gratificações aos aposentados (os quais não recebem aumento algum há anos). Todavia, o acordo firmado não foi cumprido por parte do governo, o que gerou indignação geral dos professores da rede federal de ensino. 

A última cartada do governo, comentada na Assembleia Extraordinária de hoje, foi propor uma medida provisória na última sexta-feira, 11/05, por intermédio do ministro Aloízio Mercadante (ministro da educação) e assinada em caráter de urgência pela presidente da república, Dilma Rousseff. Uma medida provisória, como o próprio nome já diz, é em caráter temporário, podendo durar alguns meses ou anos. Ou seja, em si, a medida provisória não revê a carreira docente, o que foi visto como mais uma afronta do governo para com esta categoria, a qual teve uma reunião no dia seguinte, em Brasília, para decidir os rumos da greve em nível nacional.

Assim, a grande maioria dos docentes reunidos na Assembleia deliberaram por iniciar a greve a partir do dia 17/05, seguindo o calendário nacional do Andes-SN. Hoje e amanhã, estão sendo realizadas as assembleias locais para a adesão ou não dos mais de 70 sindicatos de professores com representação efetiva na reunião ocorrida em Brasília no último dia 12/05. Desta maneira, o SINDUTF-PR está em concordância com a movimentação nacional, e suas próximas atitudes serão realizadas a partir do Comando de Greve, deliberado durante a assembleia ocorrida hoje. 

A partir de agora, as reuniões feitas não serão mais em caráter de SINDUTF-PR, mas sim de greve, aderindo a todos os professores da categoria, e não apenas aos sindicalizados. Outra equipe formada na reunião de hoje foi a Comissão de Ética, a qual tem responsabilidade de cuidar das movimentações em sentido de a greve não ser declarada ilegal. 

Vale ver, neste primeiro momento, quais são os professores que de fato vão aderir à greve, tendo em vista este ser um posicionamento altamente particular, ainda que impulsionado pelas forças sindicais. Ainda que alguns professores não venham a aderi-la e continuem dando aula, sejam por quais motivos forem, assim que o calendário for reajustado após o término da greve, nada garante que estes não terão que dar/repor aula, mesmo que já tenham cumprido suas horas: será necessário cumprir o que será estabelecido no novo calendário. Esta é uma questão que sempre gera controvérsias durante um movimento de greve, e precisa ser verificada juntamente ao professor e ao grupo sindical.

Algo que se sabe, todavia, é que os estágio obrigatórios não iram ser afetados. É-se entrado, normalmente no início das greves, com um pedido para que este continue, tendo em vista ser um acordo afirmado entre os alunos da universidade e por meio dela, para com a escola em que fazem o estágio. O que se precisa fazer, certamente, é uma mobilização por parte dos alunos, para que estes, contrários à greve, porém solidários aos motivos dela, pressionem ainda mais o governo. Nós, enquanto estudantes, queremos aula, e não paralisação.

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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR
Revisão: Marina Antunes Polak

domingo, 13 de maio de 2012

Deflagração da greve ocorrerá dia 14/05



Na última reunião realizada no dia 10/05 ficou definido o indicativo de greve para dia 17/05, sendo que a Assembleia do dia 14/05, segunda-feira, irá deliberar a greve definitivamente. Ou seja, é o último passo para que a greve ocorra. O indicativo foi levado neste final de semana para a reunião em Brasília e, ao que tudo indica, a greve começará a partir do dia 17 deste mês.

As reivindicações são extensas e podem ser conferidas na nota do sindicato que consta na matéria anterior. O principal motivo para a greve é o governo ter voltado atrás com o acordo firmado ano passado junto à categoria dos professores federais.

A assessoria de comunicação do CALET estará presente na próxima assembleia do dia 14/05 às 15h30min no miniauditório da UT para ver os resultados da reunião em Brasília e trazer diretamente ao blog as notícias da greve vindoura. 

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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

segunda-feira, 7 de maio de 2012

E a greve? Explicação do SINDUTF-PR


O sindicato dos professores (SINDUTF-PR) soltou uma nota explicativa sobre os motivos da greve e a possível data para o início da mesma.

A nota em si já é auto-explicativa e bem sintética. Vale a pena conferir.

A nota na íntegra: http://bit.ly/KQydcX

Informamos ainda que está para ser marcada a próxima Assembleia Extraordinária. Estaremos fazendo a cobertura da mesma assim que recebermos a notícia.

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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Paralisação? Indicativo de Greve? Greve?



     A pergunta geral dos alunos é: afinal, vai ter greve ou não? A resposta no momento é: não. Ou melhor, ainda não. Mas, afinal, qual é o motivo da vontade da greve? E se não é greve, por que quarta-feira, dia 25/04, haverá paralisação? Chega de confusões, esclareça-se!


     Sempre quando se fala em política há muitos interditos e conversas paralelas, sem que haja uma preocupação com que estes os fatos acabem atrapalhando e confundindo ao entendimento de todos. A "Paralisação", que foi anunciada pelos sindicatos, indica que haverá uma mobilização com o intuito de mostrar que toda a categoria está sensibilizada com alguns acontecimentos. Normalmente as paralisações servem para sinalizar a organização sindical para que se tente evitar a greve, ou seja, é a última instância de possibilidade de conversar antes da parada total.

     Na UTFPR nós temos dois sindicatos, um autônomo dos professores (SINDUTF) e outro dos servidores (SINDITEST), sendo este, na verdade, uma seção local de todos os servidores do Paraná. Ontem, os dois sindicatos se reuniram e deliberaram a Paralisação para o dia 25/04/2012. Isso significa, em tese, que não haverá trabalho no local, e todos os envolvidos irão à mobilização que se encontrará em frente ao prédio histórico da UFPR. Essa mobilização, todavia, não para em nível educacional, mas é sabido de outros órgãos federais que estarão envolvidos, como IBGE e Polícia Rodoviária Federal. 

     Estiveram presentes professores dos câmpus de Medianeira e Apucarana, e o Câmpus Ponta Grossa enviou um informe de que, mesmo sem representação na reunião, acatará as decisões do sindicato. Assim, especificamente na assembleia dos docentes (SINDUTF), houve outros assuntos em pauta além da paralisação do dia 25/04, como o Indicativo de Greve e a Redução da Carga Horária para 12h/aula por semana. Após a apresentação da pauta, foi aberto à fala para esclarecimento de alguns pontos. Vários professores falaram, dentre eles Domingos, Ivo (presidente do sindicato), Nanci (parte da diretoria do sindicato), Edson (parte da diretoria do sindicato e também professor de Letras), Sergei, Silvana (do DAMAT). 

     Um dos assuntos debatidos, obviamente, era a greve. Ficou decidido pela maioria dos professores, que nesta assembleia totalizaram 66, que há sim um indicativo de greve. O indicativo de greve significa, normalmente, a definição de uma data para parar totalmente com as atividades, o que pode sensibilizar o governo e assim haver negociações antes que a paralisação definitiva aconteça. A data estabelecida pelo sindicato ficou para o dia 02/05/2012. Haverá, porém, uma reunião dos sindicatos em âmbito nacional, a qual pode mudar a data da greve em si, caso ela de fato ocorra. Ou seja, a data do dia 02 é a data sugerida localmente para a greve, não necessariamente será esta a data.



     Afinal, qual é o motivo para essa mobilização em nível nacional? Ano passado, como muitos devem se lembrar, também houve uma paralisação dos professores, embora não tenha ocorrido uma greve em si. Na verdade, não houve a greve exatamente pelo fato de o governo ter assinado um acordo, dando aumento de 4% aos salários (que por mais que não seja o desejado, já é alguma coisa), e também o acréscimo de certos benefícios aos aposentados, os quais não recebem aumentos salariais ou benefícios há muito tempo. Ou seja, ainda que não fosse o ideal, já iria ser um benefício à categoria. O detalhe é que esse acordo, de ajuste orçamentário, era para ser cumprido até o final do ano passado. Entretanto, o acordo simplesmente foi ignorado e a categoria dos professores colocada de lado. Isso não aconteceu só com os professores, mas também com os técnicos administrativos e outros servidores federais, que reivindicam a forma rígida que o atual governo possui para negociações. 

     Outra questão levantada foi a carga horária exorbitante realizada pelos docentes. Após o acordo do REUNI que nos transformou em universidade, passamos a ser avaliados em níveis de universidade, entretanto ainda com um perfil de escola técnica. Isto ficou explícito por não termos conseguido, por exemplo, nota máxima na avaliação do MEC. A realidade é, como todos nós sabemos, que nossos professores estão altamente sobrecarregados de disciplinas, cuidado de várias ementas, ou seja, ficam tempo demais no ensino, não tendo possibilidade de trabalhar com pesquisa e extensão. Motivo pelo qual, não conseguimos cumprir os moldes de uma universidade brasileira. 

     Nós, alunos podemos ter vários posicionamentos quanto a essa situação toda. Embora não tenha percebido a presença do DCE na assembleia, seria interessante que todos os alunos se mobilizassem nesta causa. É lógico que os alunos não devem apoiar a greve, apesar destes terem o direito de ser sensíveis aos motivos, mas, a partir do momento em que os alunos são contra e exigem aulas, o governo é pressionado a agilizar as negociações com a categoria, pois mostra que há mais gente não contente com toda a situação. Caso apoiemos a greve, mostrar-se-á uma acomodação, o que pode protelar ainda mais as negociações. E querendo ou não, é o nosso futuro como professores que está em jogo.


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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Shakira luta pelo Desenvolvimento Infantil na Pré-Escola








    A promoção do Desenvolvimento Pré-escolar foi feita na última reunião da Cúpula das Américas (de 13/04/2012 a 16/04/2012), realizada na Colômbia. Quem defendeu essa tese foi Shakira Isabel Mebarak Ripoll, que embora seja conhecida mais por sua fama artística, é uma pessoa altamente engajada com as questões sociais, principalmente no que concerne à educação. A reunião foi composta principalmente pelos grandes empresários da América Latina e representantes governamentais.

    Em um discurso muito bem elaborado e com fundamentação teórica, Shakira defendeu junto à plateia que os investimentos se foquem nos primeiros anos de vida da educação infantil, ou no que conhecemos por educação pré-infantil. Por se dirigir principalmente a empresários, a palestrante utilizou-se da relação de lucro que se pode obter ao investir na educação infantil, sendo o investimento em crianças o de maior e mais rápido retorno financeiro entre os investimentos sociais. O argumento de autoridade, em termos financeiros que ela usa, é de que, a cada dólar investido em uma criança na educação pré-infantil, esta mesma criança retornará 17 dólares ao estado em sua idade adulta. Ainda que seja uma visão capitalista, este é um bom negócio a ser defendido pelos empresário, tendo em vista o grande retorno financeiro. A isso Shakira nomeou de "Filantrocapitalismo", termo divulgado por ela com o objetivo de sintetizar essa sua visão. Incorporando 'capitalismo' ao termo, tal possibilidade de atitude, além de filantrópica, visa também um retorno exorbitante em termos financeiros, com ainda mais uma vantagem, propiciar o desenvolvimento de futuros bons consumidores. Não é mais uma filantropia por si só, mas uma filantropia com estratégias altamente marcadas para os retornos que podem, e devem resultar. 

    Outro ponto levantado por Shakira foi a questão de responsabilidade educacional. Antes, pensava-se ser uma responsabilidade úncia e exclusivamente governamental. A obsolência deste pensamento, entretanto, fica evidente, sendo que a educação e a responsabilidade social se expande para os órgãos empresariais também. Não há lógica em uma empresa que não se utilize do Valor Compartilhado, ou seja, investir na sociedade imediata a que está inserida. Assim, ampliando o Valor Compartilhado ("Shared Value" - Michael Porter), num empréstimo do que já Bill Gates havia nomeado de 'filantrocapitalismo', Shakira defende o uso de dinheiro empresarial para ser aplicado à resolução de problemas sociais, mais especificamente na educação pré-infantil. Obviamente tal ação não iria resolver os problemas como um todo, mas certamente aliviaria a grande tensão causada pela forte desigualdade social vivida hoje na sociedade da América Latina. 

    A educação em nível pré-escolar deve ser colocado em evidência, tendo em vista pesquisas revelarem a ligação direta entre esta época de aprendizagem com o desenvolvimento do indivíduo no ensino secundário e universitário. Ou seja, crianças que tiverem, na pré-escola, um ensino forte e de qualidade, estarão preparadas para as futuras aprendizagens. Entende-se por idade pré-escolar os seis primeiros anos de vida de uma criança. Este tipo de investimento já é feito em países que crescem rapidamente, como China e EUA, e os países latino-americanos não podem ficar atrás. 

    Na Colômbia, Shakira sustenta, em apoio com o governo, a fundação Pies Descalzos. A fundação é formada por escolas, que são mais do que escolas, transformaram-se em centro comunitários que disponibilizam além da educação básica até o ensino médio, uma nutrição adequada para os primeiros anos de vida de uma criança. Expandem-se para a sociedade toda em que estão implantadas, dando, como um dos retornos sociais o não aliciamento desses indivíduos à guerrilha vivida no país, por exemplo. 


    Não haveria, portanto, como conseguirmos ser uma sociedade realmente moderna sem termos este tipo de investimentos para com a educação. Pensar a curto e a longo prazo, resulta, não somente numa melhoria imediata da igualdade social, como também na promoção a longo prazo de pessoas com mão de obra qualificada para disputarem igualmente as colocações no mundo de trabalho, para Shakira. 


    Precisamos pensar a educação em uma forma ampliada, para que consigamos obter resultados reais e perenes. Não basta a nós copiarmos pura e simplesmente os modelos europeus, os quais foram criados em realidades diferentes. A América Latina possui muitos traços comuns, tomara que a luta pela educação plena, de cerne inclusivo e formador de cidadãos, seja mais um deles.


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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

terça-feira, 3 de abril de 2012

Resultado Oficial da Pesquisa para Reitor

Segue o link com todos os dados apurados pela Comissão Eleitoral da Pesquisa para Reitor.

Confira os resultados: http://www.utfpr.edu.br/comissoes/pesquisa-para-reitor/Oficial_Couni.pdf


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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

segunda-feira, 26 de março de 2012

Entrevista com os candidatos à reitoria


A Gazeta do Povo entrevistou os candidatos à retoria.
Segue a matéria na íntegra:



"Alunos e servidores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) vão às urnas nesta quinta-feira para decidir quem comandará a instituição nos próximos quatro anos. Amanhã, às 16 horas, um debate com os dois candidatos no campus Curitiba será transmitido ao vivo nas outras 12 unidades da UTFPR. Para antecipar o que será discutido, o atual reitor, Carlos Cantarelli, e o diretor do câmpus Curitiba, Marcos Schiefler Filho, falaram com o Vida na Universidade. Confira os principais trechos das entrevistas:




>>>Entrevista com Marcos Flávio de Oliveira Schiefler Filho, diretor do campus Curitiba da UTFPR

Qual o principal desafio da UTFPR hoje?
A universidade teve um grande crescimento quantitativo nos últimos anos. A UTFPR abriu vários cursos de graduação e de pós-graduação, construiu prédios, comprou terrenos. Agora, o principal desafio é crescer em qualidade. Tanto em infraestrutura quanto na geração de conhecimento. A universidade também cresceu nos últimos anos à luz de pressões externas. Hoje, por exemplo, chega um político e diz: “Vou lhe dar um terreno, abra lá quatro cursos”. Não é que nós vamos deixar de ter cursos novos, mas é preciso pensar bem. A UTFPR precisa de uma gestão profissional, que tente equalizar todos os laboratórios e o grau de formação dos professores para que seja possível ter a alta qualidade dos cursos em todos os campi.

O que é preciso para que a UTFPR gere conhecimento?
Apresento um dado preocupante. A UTFPR é uma universidade tecnológica há sete anos e não tem nenhuma patente registrada. Além disso, a atuação da fundação da universidade que apoia as pesquisas se reduz a fazer uma simples contabilidade do que o professor ou o técnico administrativo propõem nos projetos e, muitas vezes, diz “não” por questões burocráticas. Por isso ela tem de ser refundada. Ela precisa de um grupo de pessoas especialistas prospectando oportunidades, o que hoje não é feito. É preciso investir fortemente na pesquisa e na extensão. Entre as nossas propostas está prevista a criação dos núcleos de competências, que seriam grupos formados por especialistas com a ajuda de estudantes.

O que é preciso melhorar na parte de infraestrutura?
Há campus em que os professores não têm mesa, em que falta paisagismo, biblioteca, restaurante universitário, por exemplo.

Como funcionará a Pró-Reitoria de Vida Acadêmica proposta pelo senhor?
Apesar de a UTFPR ser tecnológica, nós trabalhamos com pessoas. Por isso, é preciso intensificar as nossas atividades culturais, artísticas, esportivas em todas as unidades da universidade. Em Curitiba, por exemplo, já conseguimos retomar o teatro, o coral, a dança e o circo. A Pró-Reitoria de Vida Acadêmica seria muito mais ampla do que a de Assistência Estudantil e cuidaria não só dos estudantes, mas também da vida na universidade e dos servidores. A nova Pró-Reitoria cuidará dos restaurantes universitários – nos quais nós queremos um preço reduzido e linear em todos os campi – e também na implantação de um programa de moradia estudantil. Hoje, como a universidade aderiu ao sistema de seleção pela nota do Enem, ela recebe muitos estudantes de fora do Paraná. A moradia estudantil é algo fundamental.


>>> Entrevista com Carlos Eduardo Cantarelli, atual reitor da UTFPR

A universidade teve o seu maior crescimento nos últimos quatro anos. Qual é o próximo passo?
O nosso desafio agora é consolidar esse processo. Todo crescimento gera de forma natural uma série de demandas que o projeto não tem como contemplar. Com o objetivo de tornar a universidade um referencial no Paraná, vamos fazer um novo processo de ajuste dessa expansão e, ao mesmo tempo, incentivar a pesquisa, a pós-graduação e a extensão. Para isso, buscamos recursos do governo federal e também de outras fontes.

Como aumentar a produção científica na UTFPR?
De várias formas e já estamos nesse processo. Queremos garantir recursos financeiros, não só provenientes de órgãos de fomento normais, mas também com recursos diretos de apoio aos programas e aos grupos de pesquisa. A capacitação dos professores também tem sido prioridade. Nos últimos anos fizemos um trabalho enorme para conseguir professores doutores nas últimas levas de contratações que tivemos. A universidade conseguiu atingir pela primeira vez na sua história um número maior de professores doutores em relação ao número de mestres. A expansão da pós-graduação favorece ainda esse processo. Nós saltamos de apenas três cursos de mestrado e um de doutorado, em 2007, para 24 mestrados e cinco doutorados, em 2012. Com todos esses fatores unidos ao equilíbrio da carga horária do professor, com tempo para atividades de ensino, pesquisa e extensão, os projetos surgirão de forma natural. E projetos qualificados geram produtos inovadores, que podem gerar patentes.

O senhor quer criar a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis. Qual seria a sua função?
Nos últimos anos, fizemos o maior programa de assistência estudantil que a universidade já teve, com investimentos de mais de R$ 5 milhões em bolsas permanências, que trouxeram o auxílio-alimentação. A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis vai continuar esse programa em várias frentes. Neste ano, além de mais de 2,4 mil bolsas para auxílio-alimentação, prevemos também bolsas-moradia, auxílio-transporte e outros programas que são necessários para que os alunos tenham o aproveitamento acadêmico e o acompanhamento psicopedagógico que necessitam para que não percam a vaga pública por motivos alheios à universidade.

E o que deve mudar em relação à infraestrutura?
Já colocamos wireless em todos os campi e temos projetos de melhorar laboratórios, bibliotecas. Estamos fazendo também uma série de ações para subsidiar as refeições nos restaurantes universitários para que seja possível um preço mínimo com qualidade. Queremos dobrar o espaço físico dos RUs – até o fim do ano todos os câmpus terão o seu RU em funcionamento."
Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

domingo, 25 de março de 2012

Pesquisa para Reitor e Vice-Reitor


Como já é do conhecimento de todos, teremos no próximo dia 29 de março a Pesquisa para Reitor e Vice-Reitor da UTFPR. Mas, no que isso implica para nós, alunos?

Dentro de uma universidade temos várias instâncias de regimento e poder. Os alunos compõe a maior parte em números de uma universidade e, como tal, são além do objetivo maior de uma instituição de ensino existir, são o processo de aprendizagem e a finalidade, resultando como sujeitos formados para atuarem em uma sociedade. As organizações formadas por alunos são divididas em duas grandes partes. A primeira é conhecida por Centros Acadêmicos (CAs), como o Centro Acadêmico de Letras. As diretorias são elegidas diretamente por alunos do curso em questão e apenas por eles. Outra organização formada por alunos são os Diretórios Centrais de Estudantes (DCEs), que além de também serem dirigidos apenas por alunos e por eles eleitos, servem como organização superior aos Centros Acadêmicos. Assim, esses diretórios servem principalmente para regerem e auxiliarem os CAs. 

Tanto os CAs quanto os DCEs são, portanto, instituições autônomas com regimentos próprios. Eles estão sempre unidos e dependentes um dos outros. Um CA, por exemplo, para que possa ser regularizado, precisa estar em legalidade com o DCE local. A hierarquia não cessa nos DCEs, sendo que há organizações regionais, como a União Paranaense de Estudantes (UPE) e nacionais, como a União Nacional dos Estudantes (UNE). Quando há a necessidade de contato com os alunos, pesquisas de quaisquer âmbitos, são estes órgãos que têm o contato mais próximo com os discentes os quais realizam estas tarefas. Já houve tempo em que estas organizações estudantis exerceram importante papel político na sociedade brasileira, como no movimento dos Cara Pintadas. 

Dentro de uma universidade específica, há a hierarquia administrativa. Está é formada normalmente por professores e funcionários administrativos. No nosso caso, temos uma divisão em relação à administração por sermos uma universidade multi-câmpus. Em âmbito local temos a Direção de Câmpus, com suas diretorias específicas. São estas diretorias que organizam a UTFPR como um todo, com alunos, professores, funcionários, trabalhos terceirizados e com a sociedade em geral para que a estrutura universitária vigore em sua essência, voltando-se sempre para o ensino, pesquisa e extensão. A diretoria de câmpus é elegida por toda a sociedade que compõe esta estrutura, também através de pesquisa interna. 

A UTFPR continua sendo uma única universidade ainda que possua vários câmpus, e, por isso, é administrada de forma geral por uma Reitoria. Esta Reitoria possui suas Pró-Reitorias, que não administram diretamente um câmpus apenas, mas veem a estrutura da universidade em seus doze câmpus. A sede da nossa Reitoria se encontra em Curitiba tendo essa responsabilidade sobre si. Assim como acontece nos câmpus, a reitoria também é elegida pela sociedade universitária.

Esta última eleição é a que está se aproximando. Na verdade, por mais que se fale eleição, o que acontece é uma pesquisa entre todos os votantes e o resultado é encaminhado ao Ministro da Educação que tem o poder de outorgar o cargo de reitoria às universidades. Não se tem conhecimento, entretanto, da divergência entre pesquisa e o delegar de cargo.

Teremos dia 27 de março o debate entre os candidatos ao cargo de reitor e seus respectivos vice, que acontecerá no auditório da sede central às 16h. Poderemos neste debate conferir mais de perto as propostas e discussões necessárias à nossa universidade feita pelos candidatos. Um corpo de alunos significativo faz-se mais do que necessário, tendo em vista que seremos nós os afetados diretamente por esta decisão.

Vale lembrar, por fim, que recentemente houve mudanças nas proporções dos votos. Anteriormente, professores tinham um peso maior na eleição, seguidos de técnicos-administrativos e, por último,os alunos contavam com apenas dez por cento nas decisões. Agora temos vinte por cento em nossas mãos para a decisão do cargo de reitor, e não podemos deixar de usar essa voz que temos.


A saber, nossos candidatos possuem sites de campanha. Conferir as propostas de cada um é interessante.


http://nocaminhocertoeseguro.com.br/ 

http://www.schiefler.com.br/

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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Você faz humanas, isso já é fazer política



Estudar em um curso de humanas, como Letras, já acarreta necessariamente em uma visão política. Querendo ou não, alunos dessa área do conhecimento tomam contato com diversos posicionamentos e têm uma visão ampliada sobre a história em seus diversos sentidos e percursos. 

O que não acontece, muitas vezes, é esses alunos estarem engajados politicamente com uma determinada causa. Os centros acadêmicos acabam sempre precisando de mais gente que trabalhe e poucas pessoas se dispõem, por já estarem muito ocupadas com outras coisas que pensam ser prioritárias. Esse posicionamento de afastamento, praticamente unânime, é reflexo de uma sociedade que passou por muito tempo de repressão, aprendeu a calar ao invés de lutar, aprendeu a acostumar-se com as situações que são dadas, pensando serem melhores assim do que se desgastarem pela defesa de um direito adquirido em legislação, por exemplo. 

Obviamente quem desta maneira pensa, ou não pensa, está por muito equivocado. Mais do que posicionamento político, é preciso conhecer as esferas de poder que nos cercam. Conhecê-las é o primeiro passo para depois tentar ajudar, criticar com embasamento, modificar. 

Este semestre, por exemplo, viveremos um semestre de mudanças políticas em nossa universidade. Muitas pessoas dificilmente sabem do que se trata. O mês de março de 2012 é marcado pela eleição para o cargo de reitoria da UTFPR e embora muitos não saibam, os alunos têm o direito de 20% na decisão de escolha desse representante, o reitor. Serão lançadas aqui no blog matérias que expliquem esta e outras realidades acadêmicas das quais se acredita serem de interesse de todos os acadêmicos do Curso de Letras da UT. Atente-se para o marcador 'Política' criado com este post que servirá para assuntos relacionados às eleições na UT. 


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Anderson Spier Gomes
Assessor de Comunicação do Centro Acadêmico de Letras da UTFPR